A dor é o sintoma mais comum entre os pacientes que procuram atendimento médico — e também um dos principais fatores que comprometem a qualidade de vida e o bem-estar.
De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), dor é uma “experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou semelhante àquela associada a uma lesão tecidual real ou potencial.”
Em outras palavras, a dor vai muito além do físico.
Ela é vivida de forma única por cada pessoa e pode ser influenciada por fatores emocionais, mentais e sociais.
Por isso, o tratamento da dor deve ser individualizado e conduzido por um médico especialista que entenda o paciente como um todo.

Mais do que apenas aliviar o sintoma, o objetivo é descobrir a causa, compreender o impacto dessa dor na vida do paciente e oferecer um plano de tratamento que devolva autonomia, movimento e qualidade de vida.
Sentir dor todos os dias não é algo que você precisa aceitar.
Hoje, a medicina oferece diversas formas de controlar a dor e recuperar o movimento, com tratamentos personalizados e seguros.
Nos próximos tópicos, você vai entender como a avaliação médica especializada pode identificar a causa da dor e indicar o tratamento ideal para o seu caso.
Qual médico responsável pelo tratamento de dor, seja ela crônica ou aguda?
O médico especializado em diagnosticar e tratar dores musculares, articulares, dos nervos e funcionais , (e seus tratamentos não cirúrgicos) , é o Fisiatra, também conhecido como especialista em Medicina Física e Reabilitação.
Este profissional atua de forma ampla, buscando não apenas o alívio imediato da dor, mas também a recuperação funcional completa e a melhora duradoura da qualidade de vida.
O Dr. Lucas Marthe é Fisiatra com atuação clínica , experiência e prática no tratamento da dor na cidade de Sorocaba – SP.
Atualmente, atende pacientes em consultório particular com hora marcada e integra o corpo clínico do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba, um dos maiores centros públicos de reabilitação do Estado de São Paulo e do Brasil.
Com formação médica sólida, o Dr. Lucas concluiu :
- 6 anos de graduação em Medicina
- 3 anos de Residência Médica em Fisiatria
Ao todo são 9 anos de preparação técnica, científica e prática para te atender da melhor forma e garantir o alívio da sua dor, melhora do movimento e qualidade de vida!
Sempre atento aos avanços na Medicina da Dor e Reabilitação, o Dr. Lucas mantém uma rotina de atualização científica constante, participando de cursos práticos, congressos e estudos clínicos.

Ele está alinhado com o que há de mais atual em ultrassonografia musculoesquelética, intervenções guiadas por imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidência científica.
Durante sua especialização, passou por diversos ambulatórios de dor crônica e aguda, obtendo experiência prática em diagnósticos diferenciais complexos e na execução de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem.
Entre os diagnósticos frequentemente realizados pelo fisiatra estão dores agudas e crônicas, como: tendinites, bursites, artroses, calcificações de tendões, radiculopatias, síndromes miofasciais, dores neuropáticas, neuralgias, fibromialgia, dores pós-operatórias e dores sem causa aparente.
O fisiatra também investiga alterações funcionais que limitam movimentos, reduzem autonomia e impactam a qualidade de vida.
A abordagem de tratamento adotada na fisiatria é abrangente, segura e individualizada, podendo incluir: exercícios terapêuticos, orientações posturais, bloqueios analgésicos guiados por ultrassom, mesoterapia, infiltrações articulares, reabilitação funcional, tecnologias assistivas e equipe multiprofissional.
Muitas vezes, o tratamento vai além da fase aguda da dor, com acompanhamento contínuo e estratégias de prevenção de recidiva.
O Dr. Lucas também atua com foco em Prevenção.
Ele identifica precocemente padrões de movimento disfuncionais, desequilíbrios musculares, sobrecargas articulares e outros fatores que, se não corrigidos, podem evoluir para quadros dolorosos ou incapacidades.
Essa abordagem preventiva é essencial para idosos, atletas, trabalhadores manuais, ou mesmo que passam boa parte do dia sentados e qualquer pessoa que deseje manter sua função física com qualidade e segurança.
Durante a consulta, você será avaliado de forma global e humanizada, levando em conta aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais.
Um dos grandes diferenciais do atendimento é a disponibilidade de ultrassonografia no próprio consultório, permitindo maior precisão diagnóstica e mais segurança nos procedimentos realizados.
Se você convive com dor, sente limitações físicas ou busca uma abordagem moderna e centrada no paciente, agende sua consulta com o Dr. Lucas Marthe.
O cuidado com a dor pode ser conduzido com ciência, empatia e planos personalizados, sempre com foco em melhorar sua qualidade de vida.






Como é a consulta com o Dr. Lucas Marthe?
A primeira consulta, também chamada de consulta de avaliação, tem duração de 1 hora a 1 hora e meia, e é conduzida com tempo, atenção e escuta qualificada para entender sua história, sintomas e expectativas de forma completa.
Durante essa consulta, o Dr. Lucas Marthe:
- Ouve com calma e sem pressa tudo o que você tem a relatar sobre sua dor, limitações funcionais ou histórico clínico.
- Realiza um exame físico detalhado, avaliando sua postura, movimento, força muscular e pontos de dor.
- Pode incluir, se necessário, a realização de um exame de ultrassom no próprio consultório, com o objetivo de investigar com mais precisão a causa do problema e melhorar a assertividade do diagnóstico.
- Por fim, elabora um plano de tratamento personalizado, alinhado às suas necessidades e objetivos, com explicações claras sobre as opções disponíveis, tempo estimado de resposta e próximos passos.
Essa abordagem detalhada garante que você seja acolhido de forma integral, recebendo um cuidado moderno, técnico e humanizado, com foco no alívio da dor, na reabilitação funcional e na sua qualidade de vida.
A dor pode se manifestar de diferentes formas, e uma das maneiras de classificá-la é de acordo com o tempo de duração.
Dor Aguda
Quando a dor tem duração curta — de segundos até cerca de dois meses — chamamos de dor aguda.
Ela tem uma função protetora, avisando que algo está errado no corpo e que é hora de buscar ajuda.
Exemplos comuns são torcer o tornozelo, bater o cotovelo ou cortar o dedo.
Nesses casos, a dor é útil: ela nos protege e nos faz agir.
Dor Crônica
Quando a dor persiste por mais de três meses, chamamos de dor crônica.
Ela deixa de ser um simples sinal de alarme e passa a ser considerada uma doença em si, já que muitas vezes o estímulo inicial que causou a dor já não existe mais.
Nessa fase, a dor se mantém por mecanismos inadequados do próprio organismo, que continuam enviando sinais de dor mesmo sem uma lesão ativa.
Ou seja, a dor passa a ser o próprio problema.
Um exemplo comum é a dor lombar que persiste por meses ou anos, mesmo após o tratamento inicial.
É por isso que identificar e tratar a dor precocemente é fundamental — quanto antes ela é controlada, menores as chances de se tornar crônica.

Tipos de dor:
A dor pode ter diferentes mecanismos de origem, e entender qual é o tipo predominante é essencial para definir o tratamento mais adequado.
De forma geral, dividimos em dor nociceptiva e dor neuropática.
Dor Nociceptiva
É a dor relacionada a lesões em estruturas como músculos, ossos, articulações, tendões ou ligamentos.
Ela ocorre quando há irritação dos receptores de dor (nociceptores), responsáveis por detectar estímulos potencialmente lesivos.
A dor nociceptiva pode ser de dois tipos:
- Somática: quando afeta a pele, músculos, ossos ou articulações.
- Visceral: quando se origina de órgãos internos, como intestinos, bexiga ou útero.
Sensação típica: pressão, peso, pontada ou latejamento.
Exemplos: dor muscular, torcicolo, síndrome miofascial e dor lombar.
Dor Neuropática
A dor neuropática ocorre por lesões ou disfunções nos nervos sensitivos, que continuam enviando sinais de dor mesmo após a causa inicial ter sido tratada.
Ela costuma ser mais intensa e difícil de descrever, muitas vezes acompanhada de:
- Sensação de queimação ou ardência
- Choques ou formigamentos
- Pontadas, dormência ou hipersensibilidade ao toque
Exemplos comuns: neuropatia diabética, neuropatia pós-herpética e lesões traumáticas de nervos periféricos.
💬 Cada tipo de dor exige uma abordagem diferente.
Enquanto a dor nociceptiva costuma responder bem a medidas físicas e medicamentosas, a dor neuropática pode demandar terapias específicas, bloqueios ou técnicas de reabilitação direcionadas.

Dor Nociplástica
A dor nociplástica acontece quando não há uma lesão evidente nos tecidos — músculos, ossos ou nervos —, mas mesmo assim a pessoa sente dor real e persistente.
Isso ocorre porque há uma alteração nos sistemas que percebem e modulam a dor.
Ou seja, o cérebro e a medula espinhal passam a interpretar de forma exagerada estímulos que normalmente não causariam dor ou que gerariam apenas um leve desconforto.
É como se o “volume da dor” no sistema nervoso estivesse aumentado.
Exemplos comuns:
- Cefaleias primárias (como enxaqueca)
- Síndrome do intestino irritável
- Fibromialgia
💬 Esse tipo de dor mostra o quanto o corpo e o sistema nervoso estão interligados.
Ela precisa ser tratada de forma global, considerando aspectos físicos, emocionais e comportamentais.
Dor Mista
A dor mista é aquela que envolve mais de um mecanismo de origem, combinando componentes nociceptivos, neuropáticos e/ou nociplásticos.
Por isso, ela pode se apresentar de diversas formas e com sintomas variados.
Exemplos comuns:
- Dor oncológica
- Lombociatalgia (dor lombar irradiada para a perna)
- Síndrome dolorosa regional complexa
Nesses casos, o tratamento deve ser individualizado e multifatorial, envolvendo estratégias combinadas — medicamentos, reabilitação, terapias físicas e, quando necessário, procedimentos minimamente invasivos.
Identificar corretamente o tipo e o mecanismo da dor é o primeiro passo para um tratamento eficaz e seguro.
Por que o tratamento da dor tem sido tão falado atualmente?
Nos últimos anos, o tratamento da dor passou a ganhar destaque em todo o mundo — tanto na medicina quanto nas conversas do dia a dia.
Isso aconteceu por uma combinação de fatores que têm mudado a forma como vivemos e cuidamos da saúde:
1. Aumento das doenças crônicas e do envelhecimento populacional
Com o envelhecimento da população e o aumento da expectativa de vida, cresceu também o número de pessoas convivendo com doenças crônicas e condições dolorosas.
Essas dores persistentes afetam diretamente a qualidade de vida, o sono, o humor e a capacidade funcional do paciente.
2. Busca por mais qualidade de vida
A dor é um dos principais fatores que reduzem a qualidade de vida, limitam o trabalho, o lazer e a prática de atividades físicas.
Por isso, cada vez mais pessoas têm procurado formas de aliviar a dor de maneira segura e eficaz, para viver com mais conforto e bem-estar.
3. Crescimento da prática de esportes e atividade física
O aumento no número de praticantes de atividade física, tanto recreativa quanto competitiva, também trouxe mais casos de lesões musculoesqueléticas.
Grande parte desses praticantes não tem orientação ou acompanhamento profissional adequado, o que eleva o risco de sobrecargas e dores.
Esse cenário faz crescer a busca por tratamentos especializados e preventivos.
4. Maior conscientização sobre a dor
Hoje, pacientes e profissionais de saúde reconhecem que a dor não é apenas um sintoma, mas uma condição que precisa ser avaliada e tratada de forma específica.
Esse entendimento tem estimulado mais pessoas a procurar ajuda médica antes que a dor se torne crônica.
5. Avanços tecnológicos e terapêuticos
A medicina moderna oferece opções de tratamento cada vez mais precisas e seguras, como os bloqueios anestésicos e infiltrações guiadas por ultrassom — que já fazem parte da rotina clínica do médico fisiatra.
Essas técnicas são minimamente invasivas, proporcionam alívio mais rápido da dor e facilitam a reabilitação e o retorno às atividades.
Em resumo: falar sobre dor hoje é falar sobre qualidade de vida, prevenção e novas possibilidades de tratamento.
O manejo moderno da dor busca não apenas aliviar o sintoma, mas restaurar o movimento, a autonomia e o bem-estar do paciente.
Como a Dor Impacta na Qualidade de Vida?
Qualidade de vida é um conceito subjetivo — cada pessoa a define de acordo com suas experiências, desejos e limitações.
Mas independentemente do significado individual, uma coisa é certa: a dor, seja aguda ou crônica, afeta diretamente o bem-estar físico e emocional, comprometendo a rotina, a produtividade e até os relacionamentos.
1. Impacto Emocional e Psicológico
A dor constante pode gerar ansiedade, medo e insegurança sobre o futuro.
Isso acontece porque:
- O desconforto contínuo provoca preocupação e tensão constante.
- O receio de piorar faz com que a pessoa evite atividades simples do dia a dia.
- Com o tempo, o estado emocional abalado pode favorecer sintomas de depressão e desânimo.
A dor crônica e o humor caminham juntos — um influencia diretamente o outro.
2. Comprometimento do Bem-Estar Geral
A dor não afeta apenas o local onde é sentida. Ela interfere no funcionamento global do organismo:
- Pode prejudicar o sono, causando fadiga e irritabilidade.
- A falta de descanso reduz a concentração e o desempenho no trabalho.
- O sono ruim aumenta a sensibilidade à dor e agrava quadros emocionais.
- Também pode afetar o desejo e o desempenho sexual, prejudicando relacionamentos.
3. Redução da Funcionalidade e da Autonomia
Quando a dor limita os movimentos, tarefas simples se tornam desafiadoras:
- Caminhar, dirigir ou se vestir pode exigir mais esforço.
- No trabalho, a produtividade cai e vem o sentimento de frustração.
- A dor reduz a disposição para exercícios, criando um ciclo vicioso de dor e sedentarismo.
4. Impacto nas Relações Sociais e Familiares
A dor também interfere na vida social e afetiva:
- O desconforto pode reduzir o tempo de qualidade com familiares e amigos.
- Muitas pessoas passam a evitar encontros e lazer, levando ao isolamento.
- O cansaço e a irritabilidade constantes podem gerar conflitos e distanciamento emocional.
💬 Em resumo: a dor não afeta apenas o corpo — ela muda o jeito de viver.
Por isso, buscar tratamento especializado é um ato de autocuidado e prevenção, que devolve não só o alívio físico, mas também a energia, o movimento e o prazer de viver bem.

Como Quebrar O Ciclo da Dor?
A boa notícia é que o ciclo da dor pode ser interrompido — e isso começa com um diagnóstico preciso e um plano de tratamento eficaz.
O primeiro passo é uma avaliação médica detalhada, conduzida por um profissional especializado em dor e reabilitação, que envolve:
- Conversa aprofundada com o paciente, para compreender o histórico, os fatores que desencadeiam e o impacto da dor no dia a dia.
- Exame físico minucioso, avaliando postura, força muscular, amplitude de movimento e sensibilidade.
- Exames complementares, como ultrassonografia e outros exames de imagem, quando necessários, para confirmar o diagnóstico.
- Elaboração de um plano de tratamento individualizado, com acompanhamento médico contínuo para aliviar a dor, restaurar o movimento e recuperar a qualidade de vida.
💬 Se você sente que a dor tem limitado sua rotina, o momento de agir é agora.
Buscar uma avaliação especializada é o primeiro passo para retomar o bem-estar e viver com mais liberdade, conforto e qualidade de vida.e.

Principais Tipos de Dor Tratados no Consultório
A dor pode ter inúmeras origens — musculares, articulares, nervosas ou funcionais — e o tratamento deve ser sempre personalizado conforme a causa.
Entre os quadros mais comuns acompanhados no consultório estão – e contendo um link de um texto sobre cada um deles:
- Dor lombar e seus diversos tipos
- Dor nos ombros: como bursite, tendinite e síndrome do manguito rotador.
- Dor nos joelhos e membros inferiores: artrose, síndrome da banda iliotibial, fasciíte plantar e tendinopatias.
- Dor nos membros superiores: epicondilite (cotovelo do tenista), tendinites e dor miofascial.
- Dor neuropática: queimações, choques ou formigamentos por neuropatias diabéticas, pós-herpéticas ou traumáticas.
💬 Cada tipo de dor exige uma abordagem específica — por isso, o diagnóstico preciso e o acompanhamento médico especializado são essenciais para alcançar o melhor resultado.
O Tratamento da Dor é Para Todos
O tratamento da dor não é exclusivo de pacientes com doenças graves ou dores incapacitantes.
Ele é indicado para qualquer pessoa que deseje viver com mais conforto, movimento e qualidade de vida, incluindo:
- Idosos, que frequentemente convivem com dores articulares ou musculares.
- Profissionais que passam muitas horas sentados, expostos a posturas incorretas.
- Atletas amadores e praticantes de atividade física, que podem apresentar sobrecargas, tendinites e dores por esforço repetitivo.
- Pessoas em recuperação pós-operatória ou pós-traumática, que precisam aliviar a dor para reabilitar-se melhor.
- Pacientes com dor crônica, que desejam reduzir o uso de medicamentos e retomar a rotina com autonomia.
💬 Independente da idade, profissão ou estilo de vida, todos podem se beneficiar de um tratamento médico individualizado para o controle e a reabilitação da dor.
Abordagem Médica para o Tratamento da Dor
A dor é um sintoma que pode afetar profundamente a qualidade de vida, limitando atividades diárias e comprometendo o bem-estar físico e emocional.
Para tratá-la de forma eficaz, é essencial um plano estruturado e individualizado, que leve em conta a causa da dor, o tipo de tecido afetado e as necessidades específicas de cada paciente.
Essa abordagem pode envolver tratamentos medicamentosos, procedimentos minimamente invasivos e reabilitação funcional, sempre com o objetivo de restaurar o movimento e o bem-estar.

1. Tratamento Medicamentoso
Os medicamentos são importantes aliados no controle da dor, ajudando a modular sua intensidade e percepção.
Eles devem sempre ser prescritos e acompanhados por um médico qualificado, de acordo com o tipo de dor e a resposta individual de cada paciente.
Entre as principais classes utilizadas estão:
Medicamentos tópicos: géis e adesivos aplicados na pele para alívio localizado da dor.
Analgésicos simples: indicados para dores leves a moderadas.
Anti-inflamatórios: usados em casos com componente inflamatório, com cautela e acompanhamento médico.
Relaxantes musculares: úteis para dores associadas a tensão ou espasmos.
Moduladores da dor neuropática: atuam sobre o sistema nervoso para reduzir sintomas como queimação, choques e formigamentos.
Antidepressivos moduladores da dor: atuam nas vias de modulação da dor, mesmo sem sintomas depressivos.
Anticonvulsivantes com ação analgésica: utilizados em determinados quadros de dor neuropática.
Opioides: reservados para casos de dor intensa ou refratária, sempre sob monitoramento rigoroso.
2. Procedimentos Minimamente Invasivos
Além dos medicamentos, a medicina moderna dispõe de técnicas seguras e eficazes para o controle da dor, especialmente quando há falha ou limitação da resposta clínica isolada.
Entre as principais opções estão:
- Infiltrações Articulares e Musculares: aplicam medicamentos diretamente na região afetada para reduzir inflamação, aliviar dor e estimular regeneração tecidual.
- Mesoterapia: injeções intradérmicas de substâncias específicas que atuam em camadas superficiais e profundas, auxiliando no controle da dor e relaxamento muscular.
- Aplicação de Toxina Botulínica: indicada em pontos gatilho dolorosos, espasmos musculares refratários e neuralgias, com efeito modulador sobre os nervos.
- Bloqueios Anestésicos: injeções próximas a nervos ou articulações para interromper a transmissão da dor e promover alívio duradouro.
- Agulhamento Seco (Dry Needling): uso de agulhas finas em pontos de tensão muscular, melhorando a mobilidade e reduzindo dor miofascial.
- Lavagem Percutânea (Barbotagem) para Tendinite Calcária: procedimento guiado por ultrassom para dissolver depósitos de cálcio em tendões, como no ombro.
- Viscossuplementação: infiltração com substâncias viscoelásticas que melhoram a lubrificação articular, muito usada em casos de artrose.
- Liberação Percutânea de Fibroses: técnica para tratar aderências musculoesqueléticas, melhorando a mobilidade.
- Terapias Regenerativas (PRP, BMAC e derivados): utilizam materiais biológicos do próprio paciente para estimular regeneração e recuperação tecidual.
💬 Esses procedimentos são realizados de forma segura, geralmente guiados por ultrassom, o que aumenta a precisão e reduz o desconforto.
3. Reabilitação e Adaptação do Estilo de Vida
Para que a melhora da dor seja duradoura, o tratamento precisa ser abrangente e ativo.
A reabilitação visa recuperar o movimento, restaurar o equilíbrio corporal e prevenir novas crises de dor.
As principais estratégias incluem:
- Correção de medidas ergonômicas no dia a dia e durante atividades profissionais ou esportivas.
- Exercícios terapêuticos orientados, realizados em casa, na fisioterapia ou em academia, conforme a evolução do quadro.
- Melhora da qualidade do sono e controle do estresse, que influenciam diretamente na percepção da dor.
- Fortalecimento muscular progressivo, essencial para estabilizar articulações e prevenir recidivas.
💬 O sucesso no tratamento da dor depende da integração entre diagnóstico preciso, acompanhamento médico e participação ativa do paciente no processo de reabilitação.

Mitos e Verdades sobre a Dor e seu Tratamento
A dor faz parte da vida de quase todas as pessoas em algum momento, mas ainda existem muitas ideias equivocadas sobre suas causas e formas de tratamento.
Veja abaixo algumas das dúvidas mais comuns — e o que a ciência realmente diz sobre elas:
Mito: “Sentir dor é normal com o passar da idade.”
VERDADE: O envelhecimento pode trazer alterações nas articulações e músculos, mas dor constante nunca é normal.
Ela indica que algo precisa ser avaliado. O tratamento adequado pode controlar a dor e manter a qualidade de vida em qualquer idade.
Mito: “Se eu fizer repouso, a dor vai passar.”
VERDADE: Em muitos casos, repouso prolongado piora a dor, especialmente nas dores musculares e articulares.
O ideal é movimentar-se de forma segura, com orientação médica ou fisioterapêutica. O movimento é parte do tratamento.
Mito: “Dor é sempre sinal de algo grave.”
VERDADE: Nem toda dor significa uma doença grave, mas toda dor merece atenção.
Identificar precocemente a causa ajuda a evitar que o quadro evolua para uma dor crônica.
Mito: “Quem tem dor precisa tomar remédio o tempo todo.”
VERDADE: O uso de medicamentos é apenas uma parte do tratamento.
Muitas dores melhoram com reabilitação, fortalecimento muscular e terapias minimamente invasivas, sem necessidade de uso contínuo de remédios.
Mito: “Só cirurgia resolve dor intensa.”
VERDADE: A maioria das dores pode ser tratada sem cirurgia.
Técnicas modernas, como bloqueios anestésicos, infiltrações e terapias regenerativas guiadas por ultrassom, oferecem excelentes resultados com recuperação rápida.
Mito: “A dor está só na cabeça.”
VERDADE: A dor é uma experiência real e complexa, que envolve corpo e mente.
Fatores emocionais e comportamentais podem intensificar a dor, mas isso não significa que ela seja “imaginária”.
O tratamento eficaz deve considerar todos os aspectos — físicos, mentais e sociais.
Entender o que realmente causa a dor é o primeiro passo para tratá-la corretamente.
Com orientação médica especializada e um plano de tratamento individualizado, é possível controlar a dor e recuperar a qualidade de vida.
Quando Procurar um Profissional para o Tratamento da Dor?
Essa é uma dúvida muito comum.
Muitas vezes, deixamos de lado uma dor porque está no início, parece leve ou incomoda apenas em alguns momentos do dia.
Mas, com o tempo, essa dor tende a se intensificar, passando a causar limitações reais na rotina e impactando o bem-estar físico e emocional.
A melhor fase para tratar a dor é no começo — quando ainda é possível atuar nas causas e evitar que ela se torne crônica.
Nessa etapa, o tratamento costuma responder melhor a medidas como reabilitação precoce, medicamentos adequados ou procedimentos minimamente invasivos.
Quanto mais tempo a dor persiste, maior tende a ser sua intensidade e mais difícil seu controle.
Quando a dor não é tratada, ela pode se tornar crônica, deixando de ser apenas um sinal de alerta do corpo.
Nesse estágio, a dor passa a ser uma doença em si, exigindo acompanhamento contínuo e podendo ter potencial de cura total limitado, embora seja perfeitamente possível controlá-la e melhorar a qualidade de vida.
Por isso, o melhor momento para cuidar da sua dor é agora.
Buscar avaliação médica especializada é o primeiro passo para recuperar o movimento, o bem-estar e a liberdade de viver sem limitações.
Leia mais:
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