Você já sentiu uma dor persistente na parte de dentro do joelho, um pouco abaixo da articulação? Essa dor pode ser causada pela Tendinite da Pata Anserina ou pela Bursite da Pata Anserina.
Embora os nomes pareçam complicados, essas condições são bastante comuns e afetam a região onde três tendões importantes se encontram no joelho.
A Pata Anserina é o nome dado ao conjunto de três tendões (do sartório, grácil e semitendíneo) que se inserem juntos na parte interna e superior da tíbia (o osso da canela).
Pense neles como “cordas” que ajudam a dobrar o joelho e a girar a perna para dentro.
Abaixo desses tendões, existe uma pequena bolsa cheia de líquido chamada bursa da pata anserina, que funciona como um “amortecedor” para reduzir o atrito entre os tendões e o osso.
Quando esses tendões ficam inflamados, chamamos de tendinite. Quando a bursa inflama, chamamos de bursite.
Ambas as condições causam dor e sensibilidade na mesma região, e muitas vezes são tratadas da mesma forma. Elas são mais comuns em mulheres de meia-idade, pessoas com sobrepeso e atletas, especialmente corredores.
Meu objetivo é te ajudar a entender essa condição para que você possa buscar o melhor cuidado e voltar a ter um joelho saudável e sem dor.

Qual médico trata a Tendinite da pata anserina ?
O médico especializado em diagnosticar e tratar dores musculares, articulares, nervosas e funcionais , incluindo a Tendinite da pata anserina, é o Fisiatra, também conhecido como especialista em Medicina Física e Reabilitação. Este profissional atua de forma ampla, buscando não apenas o alívio imediato da dor, mas também a recuperação funcional completa e a melhora duradoura da qualidade de vida.
O Dr. Lucas Marthe é Fisiatra com atuação clínica e prática no tratamento da dor na cidade de Sorocaba – SP. Atualmente, atende pacientes em consultório particular com hora marcada e integra o corpo clínico do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba, um dos maiores centros públicos de reabilitação do Estado de São Paulo.
Com formação médica sólida, o Dr. Lucas concluiu seis anos de graduação em Medicina e três anos de residência médica em Fisiatria, totalizando nove anos de preparo técnico e científico focado em reabilitação funcional, alívio da dor e melhoria da performance física. Durante sua especialização, passou por diversos ambulatórios de dor crônica e aguda, obtendo experiência prática em diagnósticos diferenciais complexos e na execução de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem.
Entre os diagnósticos frequentemente realizados pelo fisiatra estão dores agudas e crônicas, como: tendinites, bursites, artroses, calcificações de tendões, radiculopatias, síndromes miofasciais, dores neuropáticas, neuralgias, fibromialgia, dores pós-operatórias e dores sem causa aparente. O fisiatra também investiga alterações funcionais que limitam movimentos, reduzem autonomia e impactam a qualidade de vida.
A abordagem de tratamento adotada na fisiatria é abrangente, segura e individualizada, podendo incluir: exercícios terapêuticos, orientações posturais, bloqueios analgésicos guiados por ultrassom, mesoterapia, infiltrações articulares, reabilitação funcional, tecnologias assistivas e equipe multiprofissional. Muitas vezes, o tratamento vai além da fase aguda da dor, com acompanhamento contínuo e estratégias de prevenção de recidiva.

O Dr. Lucas também atua com foco em Prevenção, ou seja, identifica precocemente padrões de movimento disfuncionais, desequilíbrios musculares, sobrecargas articulares e outros fatores que, se não corrigidos, podem evoluir para quadros dolorosos ou incapacidades. Essa abordagem preventiva é essencial para idosos, atletas, trabalhadores manuais e qualquer pessoa que deseje manter sua função física com qualidade e segurança.
Sempre atento aos avanços na Medicina da Dor e Reabilitação, o Dr. Lucas mantém uma rotina de atualização científica constante, participando de cursos práticos, congressos e estudos clínicos. Está alinhado com o que há de mais atual em ultrassonografia musculoesquelética, intervenções guiadas por imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidência científica.
Durante a consulta, o paciente é avaliado de forma global e humanizada, levando em conta aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais. Um dos grandes diferenciais do atendimento é a disponibilidade de ultrassonografia no próprio consultório, permitindo maior precisão diagnóstica e mais segurança nos procedimentos realizados.
Se você convive com dor, sente limitações físicas ou busca uma abordagem moderna e centrada no paciente, agende sua consulta com o Dr. Lucas Marthe. O cuidado com a dor pode ser conduzido com ciência, empatia e planos personalizados, sempre com foco em melhorar sua qualidade de vida.

O Que é a Pata Anserina? Conhecendo a Anatomia do Joelho
A Pata Anserina é uma estrutura anatômica localizada na parte interna, ou seja do meio, do joelho, um pouco abaixo da linha da articulação.
Ela é formada pela união de três tendões de músculos da coxa:
- Tendão do Músculo Sartório
- Tendão do Músculo Grácil
- Tendão do Músculo Semitendíneo
Esses três tendões se inserem juntos em um ponto específico da tíbia (o osso da canela), formando uma estrutura que lembra a pata de um ganso, daí o nome “pata anserina”.
Função da Pata Anserina:
Os músculos cujos tendões formam a pata anserina são importantes para:
- Flexão do Joelho: Ajudam a dobrar o joelho.
- Rotação Interna da Tíbia: Ajudam a girar a perna para dentro.
- Estabilidade do Joelho: Contribuem para a estabilidade do joelho, especialmente contra forças que tentam abri-lo para dentro (valgo) ou girá-lo de forma excessiva.
A Bursa da Pata Anserina:
Abaixo desses tendões, existe uma pequena bolsa cheia de líquido sinovial, chamada bursa da pata anserina.
A função da bursa é reduzir o atrito entre os tendões e o osso durante o movimento do joelho, permitindo que eles deslizem suavemente.
Quando essa bursa inflama, ocorre a bursite da pata anserina.
O Que Causa a Tendinite/Bursite da Pata Anserina? Entendendo a Inflamação
A tendinite e a bursite da pata anserina são geralmente causadas por estresse repetitivo ou trauma direto na região.
A inflamação ocorre quando há sobrecarga ou atrito excessivo nos tendões ou na bursa.
Causas Comuns:
- Estresse Repetitivo: Atividades que envolvem movimentos repetitivos de flexão e extensão do joelho, como corrida, ciclismo, natação (especialmente o nado peito) e esportes que exigem mudanças rápidas de direção (basquete, futebol).
- Trauma Direto: Uma pancada ou queda na parte interna do joelho pode inflamar a bursa ou os tendões.
- Encurtamento dos Isquiotibiais: Os isquiotibiais são os músculos da parte de trás da coxa. Se eles estiverem muito tensos ou encurtados, podem exercer pressão excessiva sobre a pata anserina, levando à irritação.
- Desalinhamento do Joelho: Condições como o joelho valgo (joelhos que se tocam, formando um “X”) aumentam o estresse na parte interna do joelho, sobrecarregando a pata anserina.
- Obesidade: O excesso de peso aumenta a carga sobre as articulações do joelho, incluindo a região da pata anserina.
- Osteoartrite do Joelho: A osteoartrite (desgaste da cartilagem) na parte interna do joelho pode alterar a mecânica da articulação e levar à inflamação da pata anserina.
- Diabetes Mellitus: Alguns estudos mostram uma maior prevalência de bursite da pata anserina em pacientes com diabetes, especialmente mulheres.
- Pés Planos (Pés Chatos): Pés planos podem alterar o alinhamento da perna e aumentar a pressão na parte interna do joelho.
O que eu sinto se tiver tendinite da pata anserina ?
O principal sintoma da tendinite e bursite da pata anserina é a dor na parte interna do joelho, um pouco abaixo da linha da articulação. Essa dor tem características específicas e pode piorar com certas atividades.
Sinais e Sintomas Comuns:
- Dor Localizada: A dor é sentida na parte interna e superior da tíbia, cerca de 5 a 7 cm abaixo da linha da articulação do joelho. É uma dor bem localizada e sensível ao toque.
- Dor ao Subir ou Descer Escadas: Essas atividades, que exigem a flexão do joelho, frequentemente agravam a dor.
- Dor ao Levantar da Posição Sentada: Especialmente após ficar sentado por um tempo, a dor pode ser mais intensa.
- Dor ao Cruzar as Pernas: Esse movimento também pode esticar a região e causar dor.
- Dor Noturna: Algumas pessoas podem sentir dor à noite, especialmente ao dormir de lado com os joelhos flexionados.
- Inchaço e Vermelhidão (Raros): Embora a inflamação esteja presente, inchaço visível ou vermelhidão na região são menos comuns, a menos que a inflamação seja muito intensa.
- Dificuldade para Dobrar o Joelho: A dor pode limitar a capacidade de flexionar o joelho completamente.
Limitações no Dia a Dia:
As limitações funcionais resultam principalmente da dor.
Atividades como caminhar, correr, subir escadas e até mesmo sentar por longos períodos podem ser afetadas.
Atletas podem ter dificuldade em manter seu nível de desempenho.
Como saber se tenho tendinite da pata anserina ?
O diagnóstico da tendinite e bursite da pata anserina é principalmente clínico, baseado na conversa com o paciente sobre os sintomas e em um exame físico detalhado.
Exame Físico:
O médico vai:
- Palpar a Região: A sensibilidade ao toque na área da pata anserina é o achado mais característico. O médico pressionará a região para identificar o ponto exato da dor.
- Avaliar a Amplitude de Movimento: Verificar se há dor ao dobrar ou esticar o joelho.
- Testar a Força Muscular: Avaliar a força dos músculos da coxa e do quadril.
- Avaliar a Tensão dos Isquiotibiais: O médico pode realizar testes para verificar se os músculos da parte de trás da coxa estão encurtados, o que pode contribuir para o problema.
Exames de Imagem:
- Radiografias (Raio-X):
- Para que serve: Geralmente não mostram a tendinite ou bursite, pois são problemas de tecidos moles. No entanto, são úteis para descartar outras condições ósseas, como fraturas por estresse, osteoartrite ou outras anormalidades que possam estar causando a dor.
- Ultrassonografia (US):
- Para que serve: É um exame útil para visualizar a bursa e os tendões. Pode mostrar a presença de líquido na bursa (indicando bursite) ou espessamento dos tendões (indicando tendinite). É um exame dinâmico e de baixo custo.
- Ressonância Magnética (RM):
- Para que serve: A RM é o exame mais detalhado para avaliar os tecidos moles. Pode confirmar a inflamação da bursa ou dos tendões e, mais importante, descartar outras patologias intra-articulares do joelho que possam ter sintomas semelhantes, como lesões de menisco ou ligamentos.
Injeção Diagnóstica:
Em alguns casos, o médico pode realizar uma injeção de anestésico (com ou sem corticosteroide) diretamente na bursa. Se a dor desaparecer após a injeção, isso confirma o diagnóstico de bursite da pata anserina.
Como Tratar a Tendinite/Bursite da Pata Anserina? O Caminho para o Alívio e a Recuperação
O tratamento da tendinite e bursite da pata anserina é quase sempre não cirúrgico e foca em aliviar a dor, reduzir a inflamação e corrigir os fatores que estão causando o problema. A maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador.
Tratamento Inicial (Fase Aguda):
- Repouso Relativo: Evitar atividades que causem dor e sobrecarga na região. Não significa parar completamente, mas sim modificar o treino ou as atividades diárias.
- Gelo: Aplicar gelo na parte interna do joelho por 15-20 minutos, várias vezes ao dia, para reduzir a dor e a inflamação.
- Medicamentos: O médico pode prescrever anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para ajudar a controlar a dor e a inflamação.
Reabilitação (Fisioterapia): O Pilar do Tratamento
A fisioterapia é fundamental para a recuperação. O fisioterapeuta vai criar um programa de exercícios personalizado para:
- Alongamentos: Foco no alongamento dos músculos isquiotibiais (parte de trás da coxa), quadríceps (parte da frente da coxa) e dos músculos da panturrilha. Isso ajuda a reduzir a tensão sobre a pata anserina.
- Fortalecimento Muscular: Exercícios para fortalecer os músculos da coxa e do quadril, especialmente os abdutores do quadril (como o glúteo médio), que ajudam a estabilizar o joelho e a pelve.
- Liberação Miofascial: Técnicas para liberar a tensão nos tecidos moles ao redor do joelho e da coxa.
- Correção da Biomecânica: O fisioterapeuta pode orientar sobre a técnica correta de corrida, caminhada ou outros movimentos para reduzir o estresse na pata anserina.
- Progressão Gradual da Atividade: O retorno às atividades físicas deve ser feito de forma lenta e gradual, aumentando a carga de treino aos poucos e sempre respeitando a dor.
Outros Procedimentos:
- Injeções de Corticosteroides: Em alguns casos, o médico pode injetar um corticosteroide diretamente na bursa para aliviar a dor e a inflamação. Isso pode ser útil para casos de dor intensa que não respondem a outras medidas, mas não trata a causa do problema.
Prognóstico: O Caminho para a Recuperação Completa
O prognóstico para a tendinite e bursite da pata anserina é geralmente muito bom e tende a responder bem a procedimentos.
A maioria dos pacientes (quase todos) se recupera completamente em pouco tempo, especialmente com procedimentos e a fisioterapia adequada e a modificação das atividades.
A recuperação pode levar algumas semanas a alguns meses, dependendo da gravidade da inflamação e da adesão ao tratamento.
Fatores que Influenciam o Prognóstico:
- Adesão ao Tratamento: Seguir as orientações do médico e do fisioterapeuta é crucial para uma recuperação bem-sucedida.
- Identificação e Correção dos Fatores de Risco: Abordar a fraqueza muscular, a falta de flexibilidade, o sobrepeso e os erros de treinamento ajuda a prevenir a recorrência da dor.
- Paciência: A recuperação pode levar tempo, e é importante não apressar o retorno às atividades intensas para evitar recaídas.
Fatores de Risco: Quem Está Mais Propenso a Desenvolver a Condição?
Entender os fatores de risco pode ajudar a prevenir a tendinite e bursite da pata anserina. Eles podem ser divididos em fatores intrínsecos (do seu corpo) e extrínsecos (do ambiente ou treinamento).
Fatores de Risco Intrínsecos (do Corpo):
- Gênero Feminino: Mulheres são mais propensas a desenvolver a condição, possivelmente devido a diferenças anatômicas na pelve e no alinhamento do joelho.
- Idade: Mais comum em mulheres de meia-idade.
- Obesidade: O excesso de peso aumenta a carga sobre o joelho.
- Osteoartrite do Joelho: Especialmente a osteoartrite que afeta a parte interna do joelho.
- Diabetes Mellitus: Pacientes diabéticos têm um risco aumentado.
- Encurtamento dos Isquiotibiais: Músculos da parte de trás da coxa tensos.
- Joelho Valgo: Alinhamento do joelho em “X”.
- Pés Planos (Pés Chatos): Podem alterar a biomecânica da perna.
Fatores de Risco Extrínsecos (do Ambiente/Treinamento):
- Atividades Repetitivas: Esportes como corrida, ciclismo, natação (nado peito) e esportes com mudanças de direção.
- Aumento Abrupto do Volume ou Intensidade de Treino: Aumentar a carga de treino muito rapidamente.
- Calçados Inadequados ou Desgastados: Tênis que não oferecem bom suporte ou amortecimento.
Conclusão: Alivie a Dor e Volte a se Mover Livremente
A tendinite e a bursite da pata anserina são condições dolorosas, mas que têm um excelente prognóstico com o tratamento adequado.
A chave para a recuperação é identificar a causa da inflamação e seguir um plano de reabilitação que inclua alongamento, fortalecimento e correção da biomecânica.
Se você está sentindo dor na parte interna do joelho, procure um médico especialista como o Dr Lucas Marthe em Sorocaba.
Ele poderá fazer o diagnóstico preciso e indicar o melhor caminho para sua recuperação.
Com o cuidado certo, você pode aliviar a dor, fortalecer seu joelho e voltar a desfrutar de suas atividades diárias e esportivas sem limitações.
Links úteis
https://www.minhavida.com.br/saude/materias/36486-tendinite-da-pata-anserina
https://ortopediasp.com.br/tendinite-da-pata-anserina
https://www.copacabanarunners.net/tendinite-da-pata-anserina.html
https://institutofisiotrauma.com.br/tendinite-da-pata-anserina