Você sente dor que desce da lombar para a perna? Formigamento ou fraqueza muscular? Esses podem ser sinais de radiculopatia lombar, um problema que afeta entre 2% e 8% da população pelo mundo.
Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que é essa condição, como ela se diferencia da lombociatalgia comum, quais são seus sintomas e, principalmente, como tratar e prevenir novas crises.

O que é radiculopatia lombar?
A radiculopatia lombar acontece quando há compressão ou irritação de uma raiz nervosa na região lombar da coluna (parte inferior das costas). Imagine as raízes nervosas lombares como cabos elétricos que saem da sua medula espinhal e levam informações para diferentes partes do corpo. Elas vão se ramificando ,conforme chegam nas pernas , em estruturas menores, que são os nervos.
Cada nervo, por sua vez, irá ser reponsável por dar sensibilidade a pele de determinadas regiões das pernas e também é responsável por dar força muscular a determinados músculos das pernas.
Quando uma dessas “raízes” é pressionada por algo ao redor ou inflamada, ela não consegue transmitir os sinais corretamente, causando:
– Dor que irradia da lombar para a perna
– Formigamento ou dormência em alguma região das pernas
– Em alguns casos, fraqueza muscular
É importante entender a diferença entre dor local (que fica apenas na lombar) e dor irradiada (que “corre” para a perna). Na radiculopatia, a dor irradiada é um sintoma característico, pois segue o caminho da raíz nervosa lombar afetada.
Qual médico trata a radiculopatia lombar?
O médico especializado em diagnosticar e tratar dores musculares, articulares, nervosas e funcionais , incluindo as dores lombares como a da radiculopatia lombar , é o Fisiatra, também conhecido como especialista em Medicina Física e Reabilitação. Este profissional atua de forma ampla, buscando não apenas o alívio imediato da dor, mas também a recuperação funcional completa e a melhora duradoura da qualidade de vida.
O Dr. Lucas Marthe é Fisiatra com atuação clínica e prática no tratamento da dor na cidade de Sorocaba – SP. Atualmente, atende pacientes em consultório particular com hora marcada e integra o corpo clínico do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba, um dos maiores centros públicos de reabilitação do Estado de São Paulo.
Com formação médica sólida, o Dr. Lucas concluiu seis anos de graduação em Medicina e três anos de residência médica em Fisiatria, totalizando nove anos de preparo técnico e científico focado em reabilitação funcional, alívio da dor e melhoria da performance física. Durante sua especialização, passou por diversos ambulatórios de dor crônica e aguda, obtendo experiência prática em diagnósticos diferenciais complexos e na execução de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem.
Entre os diagnósticos frequentemente realizados pelo fisiatra estão dores agudas e crônicas, como: tendinites, bursites, artroses, calcificações de tendões, radiculopatias, síndromes miofasciais, dores neuropáticas, neuralgias, fibromialgia, dores pós-operatórias e dores sem causa aparente. O fisiatra também investiga alterações funcionais que limitam movimentos, reduzem autonomia e impactam a qualidade de vida.
A abordagem de tratamento adotada na fisiatria é abrangente, segura e individualizada, podendo incluir: exercícios terapêuticos, orientações posturais, bloqueios analgésicos guiados por ultrassom, mesoterapia, infiltrações articulares, reabilitação funcional, tecnologias assistivas e equipe multiprofissional. Muitas vezes, o tratamento vai além da fase aguda da dor, com acompanhamento contínuo e estratégias de prevenção de recidiva.

O Dr. Lucas também atua com foco em Prevenção, ou seja, identifica precocemente padrões de movimento disfuncionais, desequilíbrios musculares, sobrecargas articulares e outros fatores que, se não corrigidos, podem evoluir para quadros dolorosos ou incapacidades. Essa abordagem preventiva é essencial para idosos, atletas, trabalhadores manuais e qualquer pessoa que deseje manter sua função física com qualidade e segurança.
Sempre atento aos avanços na Medicina da Dor e Reabilitação, o Dr. Lucas mantém uma rotina de atualização científica constante, participando de cursos práticos, congressos e estudos clínicos. Está alinhado com o que há de mais atual em ultrassonografia musculoesquelética, intervenções guiadas por imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidência científica.
Durante a consulta, o paciente é avaliado de forma global e humanizada, levando em conta aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais. Um dos grandes diferenciais do atendimento é a disponibilidade de ultrassonografia no próprio consultório, permitindo maior precisão diagnóstica e mais segurança nos procedimentos realizados.
Se você convive com dor, sente limitações físicas ou busca uma abordagem moderna e centrada no paciente, agende sua consulta com o Dr. Lucas Marthe. O cuidado com a dor pode ser conduzido com ciência, empatia e planos personalizados, sempre com foco em melhorar sua qualidade de vida.

Radiculopatia lombar é o mesmo que lombociatalgia?
Não, embora muitas pessoas confundam os termos. Vamos esclarecer:
Lombociatalgia é um sintoma que descreve dor na região lombar que irradia para a perna, seguindo o trajeto do nervo ciático. É como dizer “estou com dor de cabeça” – você descreve o que sente, mas não a causa.
Radiculopatia lombar é um diagnóstico médico específico que indica compressão ou irritação de uma raiz nervosa, confirmada por exames. Além da dor, inclui alterações neurológicas como perda de força, reflexos alterados ou sensibilidade diminuída.
Em outras palavras:
– Toda radiculopatia lombar causa lombociatalgia
– Mas nem toda lombociatalgia é causada por radiculopatia
A lombociatalgia pode ser causada por outros problemas, como contraturas musculares ou inflamação local, sem que haja compressão direta do nervo.
O que eu sinto quando tenho uma radiculopatia lombar?
Os sintomas variam conforme a raiz nervosa afetada, mas geralmente incluem:
Dor que desce para as pernas
- Dor que começa na lombar e desce pela perna
- Segue um caminho específico dependendo da raiz afetada
- Pode ser aguda, em queimação ou como um choque elétrico
- Geralmente piora ao ficar em pé, tossir, espirrar ou inclinar-se para a frente
Alterações de sensibilidade da perna
- Formigamento (chamado medicamente de parestesia)
- Sensação de queimação
- Dormência em áreas específicas da perna ou pé
- Sensação de “agulhadas”
Alterações na força muscular
- Fraqueza em determinados músculos das pernas, a depender da raíz lombar afetada
- Dificuldade para levantar o pé (pé caído)
- Dificuldade para ficar na ponta dos pés
- Dificuldade para subir escadas
Alterações de reflexos testados pelo médico
- Reflexos diminuídos ou ausentes
- Reflexo patelar (joelho) alterado
- Reflexo do calcanhar alterado
Outros sintomas
- Dificuldade para caminhar
- Desequilíbrio
- Em casos graves, problemas para controlar a bexiga ou intestino (emergência médica!)
Cada raiz nervosa afeta áreas específicas do corpo. Por exemplo:
– L3: dor e alterações na sensibilidade na parte de dentro da coxa e joelho
– L4: dor e alterações na sensibilidade na parte da frente da coxa e joelho
– L5: dor e alterações na sensibilidade na parte lateral da perna e dorso do pé
– S1: dor e alterações na sensibilidade na parte de trás da coxa, panturrilha e sola do pé
O que causa a radiculopatia lombar?
Várias condições podem comprimir ou irritar as raízes nervosas na coluna lombar:
Hérnia de disco
A causa mais comum. Os discos são estruturas que atuam como “amortecedores” entre as vértebras. Quando o material interno do disco (núcleo pulposo) escapa e pressiona uma raiz nervosa, causa radiculopatia.
Isso pode ser causado não só pela compressão direta. Em alguns casos , não existe uma compressão direta, mas sim uma inflamação do disco , levando a uma irritação das raízes por processos que ainda não compreendemos tão bem.
Artrose da coluna (espondilose)
Desgaste natural das articulações da coluna faz com que ela fique instável em certas regiões. Para aumentar a estabilidade, nosso corpo lança de certos meios para isso. Dentre eles, está o de aumentar a superfície de contato para aumentar o apoio entre as vértebras.
Isso ocorre por meio da formação de osteófitos , os também chamados “bicos de papagaio”, que são prolongamentos ósseos entre as extremidades das vértebras, que ascabam comprimindo as raízes nervosas.
Espondilolistese
Deslizamento de uma vértebra sobre outra, que pode estreitar o espaço por onde passam os nervos.
Causas menos comuns
- Tumores (benignos ou malignos)
- Infecções (como tuberculose óssea)
- Fraturas vertebrais
- Diabetes (pode causar neuropatia)
- Cistos sinoviais
É importante saber que nem sempre a compressão mecânica é a única causa da dor. A inflamação da raiz nervosa também desempenha um papel importante, mesmo sem compressão significativa.
Como é feito o diagnóstico da radiculopatia lombar?
O diagnóstico correto é fundamental e envolve:
Exame clínico detalhado
O médico avaliará:
– Sua história médica completa
– Características da dor (início, duração, o que melhora ou piora)
– Testes clínicos específicos feitos no consultório como parte do exame
– Avaliação de força muscular
– Teste de reflexos com o famoso martelo de Babinski, que é bem conhecido
– Avaliação de sensibilidade da pele das regiões das pernas e coxas
Exames de imagem
- Ressonância Magnética (RM)
- Tomografia Computadorizada (TC)
- Radiografia
Eletromiografia (EMG)
Este exame avalia a condução nervosa e pode confirmar:
– Se há comprometimento da raiz nervosa
– Qual raiz está afetada
– Se o problema é recente ou antigo
– Se há outras condições neurológicas envolvidas
Sempre precisamos pedir exames de imagem ?
Vale lembrar que, muitas das vezes, é pedido exame de imagem para pessoas que não sentem nada e assim, achado nesses exames hérnias de disco, por exemplo, pois são muito comuns na população e não necessariamente causam queixas. Isso pode levar a condutas inadequadas e até mesmo cirurgias que não eram necessárias. Por isso é importante alguém que te avalie corretamente, te examine e veja se há relação entre o que você sente e o seu exame de imagem, caso o possua.
Nem sempre é preciso pedir exames complementares, seja eles de imagem ou não. Lembrando que exames complementares, como o nome já diz, são para complementar uma avaliação bem-feita e não a substituem.
Quais são os tratamentos para radiculopatia lombar?
O tratamento da radiculopatia lombar pode variar bastante de pessoa para pessoa. Vai depender da gravidade dos sintomas, do tempo de duração da dor e de fatores como idade, rotina e presença de outras doenças. Mas, no geral, o tratamento segue algumas etapas bem definidas:
Fase inicial – quando a dor começou há pouco tempo
Nos primeiros dias ou semanas, o mais importante é aliviar a dor e evitar piora do quadro. Nesse momento, não é indicado repouso total, mas sim o que chamamos de repouso relativo: evitar esforços, mas continuar se movimentando com cuidado.
As medidas mais comuns incluem:
- Medicações para dor: analgésicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, relaxantes musculares.
- Medicações para dor do nervo (dor “nervosa”, também chamada de neuropática): podem incluir medicamentos anticonvulsivantes ou antidepressivos, usados nesse caso para modular a dor do nervo.
- Compressas quentes, mudança de postura, ajustes na rotina e orientação médica.
·
Procedimentos minimamente invasivos
Quando a dor não melhora com medicação e repouso, ou já está muito intensa desde o início, podem ser indicadas injeções com medicamentos no local da inflamação.
Esses procedimentos são chamados de bloqueios ou infiltrações, e geralmente são feitos com auxílio de ultrassom para guiar com precisão. Os mais usados são:
- Infiltração epidural com anestésico e corticoide (reduz inflamação da raiz do nervo)
- Bloqueios nervosos para interromper temporariamente os sinais de dor
- Radiofrequência, que utiliza calor controlado para modular ou interromper a dor, em casos crônicos e selecionados
Essas técnicas ajudam principalmente na fase aguda, quando a dor está impedindo o paciente de se movimentar e iniciar a reabilitação física.
E depois que a dor melhora? Entra a fase da reabilitação
Quando a dor intensa começa a ceder (ou foi controlada com medicações e bloqueios) ou mesmo que já chegaram ao consultório como dor crônica, é hora de começar o processo mais importante: a reabilitação física.
A radiculopatia lombar, mesmo quando controlada, pode voltar se a causa principal não for tratada — e, muitas vezes, essa causa está ligada a fraquezas musculares, má postura ou sobrecarga na coluna.
O que inclui a reabilitação?
A reabilitação é feita de forma progressiva e adaptada a cada pessoa. Os principais focos são:
1. Recuperar a mobilidade e reduzir dor residual
- Exercícios de flexão e extensão do tronco (ou seja, movimentos de abaixar e esticar o tronco com controle)
- Mobilidade ativa, no limite da dor
- Alongamentos leves e controlados
2. Fortalecer a musculatura
- Foco em músculos do tronco (core) e membros inferiores
- Estabilização lombossacral (fortalecimento da musculatura que sustenta a lombar)
- Evitar sobrecarga durante os exercícios
3. Melhorar a postura e prevenir novas crises
- Reeducação postural
- Ergonomia no dia a dia (no trabalho, carro, sofá, etc.)
- Ajustes no estilo de vida (peso corporal, sono, rotina)
Importante: os exercícios devem ser feitos com orientação de um profissional, respeitando os limites de dor. Sentiu dor forte durante algum movimento? É sinal de parar ou ajustar o exercício.
E os tratamentos alternativos?
Algumas terapias podem ajudar no controle da dor, embora não tenham comprovação científica tão forte quanto os tratamentos tradicionais. Entre elas:
- Acupuntura
- Massagens terapêuticas
- Estimulação elétrica transcutânea (TENS)
Essas abordagens podem ser úteis de forma complementar, e devem ser consideradas de forma individualizada — o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.
Tratamentos avançados
- Cirurgia:
Indicada em casos específicos:
- Emergência: quando há compressão da cauda equina (síndrome que afeta controle de bexiga e intestino, causando a perda do controle da urina e fezes)
- Quando há piora dos sintomas de fraqueza e perda de sensibilidade progressivamente
- Quando o tratamento conservador, ou seja, não cirúrgico falha após 3-6 meses
A maioria dos pacientes (cerca de 90%) melhora com tratamento conservador, sem necessidade de cirurgia.
Radiculopatia lombar tem cura?
Na maioria dos casos, sim! A radiculopatia lombar tem bom prognóstico, especialmente quando tratada adequadamente e precocemente desde o início dos sintomas.
- Casos agudos: Cerca de 90% dos pacientes apresentam melhora significativa em 4-6 semanas com tratamento adequado
- Casos crônicos: Mesmo após meses de sintomas, muitos pacientes conseguem melhora com tratamento multidisciplinar, porém, como é sabido, dores crônicas dificilmente falamos em cura, mas sim em controle da dor.
Fatores que influenciam na recuperação:
– Idade (pessoas mais jovens tendem a se recuperar mais rapidamente)
– Causa da radiculopatia
– Duração dos sintomas antes do tratamento (quanto mais cedo tratar, melhor)
– Presença de fatores psicossociais (ansiedade, depressão, catastrofização)
– Adesão ao tratamento proposto
Em alguns casos, pode haver sintomas residuais leves, mas a maioria das pessoas consegue retornar às suas atividades normais.
Quanto tempo dura uma crise de radiculopatia lombar?
A duração varia conforme o caso:
Casos agudos (menos de 4 semanas)
- Dor intensa nos primeiros dias
- Melhora gradual em 2-3 semanas
- Recuperação completa em 4-6 semanas na maioria dos casos
Casos subagudos (4-12 semanas)
- Sintomas persistentes, mas com tendência à melhora
- Recuperação mais lenta
- Pode exigir tratamentos mais específicos
Casos crônicos (mais de 12 semanas)
- Sintomas por meses ou anos
- Pode haver períodos de melhora e piora
- Geralmente requer abordagem multidisciplinar orientada pelo seu médico Fisiatra
Quando a dor passa sozinha? Cerca de 60% das pessoas com radiculopatia por hérnia de disco melhoram espontaneamente em algumas semanas, pois o corpo pode reabsorver parte do material herniado e reduzir a inflamação. No entanto, esperar sem tratamento médico adequado pode aumentar o risco de cronificação.
Exercícios recomendados e os que devem ser evitados
O exercício físico é parte fundamental da recuperação, mas deve ser orientado por profissionais qualificados:
Exercícios recomendados
- Caminhadas leves: Começando com curtas distâncias e aumentando gradualmente
- Alongamentos suaves: Especialmente para isquiotibiais e região lombar
- Fortalecimento do core: Abdominais, lombares e glúteos
- Exercícios na água: Reduzem o impacto e facilitam o movimento
- Yoga e Pilates: Com adaptações para evitar posições que pioram os sintomas
Exercícios a evitar durante a fase aguda, ou seja, quando está com dor
- Impacto: Corrida, saltos, esportes de contato
- Agachamentos profundos com peso: Aumentam a pressão nos discos
- Flexão excessiva do tronco: Como tocar os pés com as mãos
- Levantamento de peso: Especialmente com técnica incorreta
- Rotações forçadas da coluna: Podem agravar a compressão nervosa
À medida que os sintomas melhoram, os exercícios podem ser progressivamente intensificados, sempre respeitando os limites do corpo e evitando dor durante a atividade.
Lembrando sempre que isso são orientações gerais e não dispensam uma boa avaliação médica , pois cada pessoa tem demandas e necessidades diferentes e, o que pode ser bom para uma pessoa, pode não o ser para outra.
O que fazer para prevenir novas crises?
Após a recuperação, algumas medidas podem ajudar a prevenir recorrências:
Cuidados diários
- Ergonomia no trabalho: Cadeira e mesa adequadas, monitor na altura dos olhos
- Postura correta: Ao sentar, ficar em pé e dormir
- Técnicas corretas para levantar peso: Dobrar os joelhos, não a coluna , fazendo força com as pernas, para pegar um peso do chão
- Pausas regulares: Se trabalha muito tempo sentado
- Colchão adequado: Nem muito mole nem muito duro
Estilo de vida
- Exercícios regulares: Fortalecimento muscular e alongamento
- Manutenção de peso saudável: Excesso de peso sobrecarrega a coluna
- Evitar tabagismo: Prejudica a nutrição dos discos intervertebrais
- Controle do estresse: Tensão muscular pode agravar problemas na coluna
- Hidratação adequada: Importante para saúde dos discos
Acompanhamento médico
- Seguir as recomendações do seu médico mesmo após a melhora
- Não interromper tratamentos por conta própria
- Avisar e retornar ao médico se os sintomas reaparecerem
Mitos e verdades sobre radiculopatia lombar
Existem muitas informações equivocadas sobre radiculopatia. Vamos esclarecer algumas:
“Só melhora com cirurgia”
MITO: Cerca de 90% dos casos melhoram com tratamento conservador, ou seja, não cirúrgico. A cirurgia é necessária apenas em casos específicos, como dito anteriormente.
“Devo ficar de repouso total”
MITO: O repouso prolongado pode piorar o quadro. O ideal é manter-se ativo dentro dos limites da dor, com atividades leves, desde que com orientações médicas.
“Injeção na coluna é perigosa”
MITO E VERDADE: Quando realizadas por profissionais experientes e com técnica adequada, as infiltrações epidurais são seguras. Os riscos são minimizados com o uso de ultrassonografia guiar o procedimento.
“Quem tem hérnia de disco não pode mais fazer exercícios”
MITO: Após a fase aguda, exercícios são fundamentais para recuperação e prevenção de novas crises. O importante é escolher atividades adequadas e progredir gradualmente, sempre com orientação médica.
“Se o exame mostrou hérnia, preciso operar”
MITO: Muitas pessoas têm hérnias de disco visíveis em exames e não sentem dor. O tratamento deve ser baseado nos sintomas e no exame clínico, não apenas nas imagens.
Conclusão
A radiculopatia lombar pode ser muito dolorosa e limitante, mas tem bom prognóstico na maioria dos casos. O diagnóstico correto e o tratamento precoce são fundamentais para evitar a cronificação da dor e complicações.
Se você apresenta dor que irradia da lombar para a perna, especialmente se acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza, não hesite em buscar ajuda médica especializada. Quanto mais cedo iniciar o tratamento adequado, maiores as chances de recuperação completa e rápida.
Lembre-se: a maioria das pessoas com radiculopatia lombar consegue retornar às suas atividades normais após o tratamento adequado. Com os cuidados certos, é possível não apenas tratar a crise atual, mas também prevenir episódios futuros.
Se você está com dor na lombar que irradia para a perna e quer uma avaliação especializada, agende sua consulta comigo em Sorocaba. Atendo com hora marcada e com foco em tratamento humanizado e baseado em evidências.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Cada caso é único e requer avaliação individualizada por um profissional de saúde qualificado.
Links úteis
https://renekusabara.com.br/radiculopatia-lombar
https://www.physiotutors.com/pt-br/conditions/lumbar-radicular-syndrome