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Médico de Dor em Sorocaba | Dr. Lucas Marthe

Você sente dor persistente na região lombar que piora quando fica em pé ou caminha? Pode ser um sinal de espondilólise ou espondilolistese, condições que afetam a estrutura da coluna vertebral e são causas frequentes de dor lombar crônica.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que são essas condições, como identificá-las, tratá-las e prevenir complicações. Vamos usar uma linguagem simples para que você entenda exatamente o que pode estar acontecendo com sua coluna.

Quem é o médico que trata a dor na coluna como àquela causada pela espondilólise e espondilolistese ?

O médico especializado em diagnosticar e tratar dores musculares, articulares, nervosas e funcionais , incluindo as dores lombares incluindo aquelas causadas por espondilólise e espondilolistese , é o Fisiatra, também conhecido como especialista em Medicina Física e Reabilitação. Este profissional atua de forma ampla, buscando não apenas o alívio imediato da dor, mas também a recuperação funcional completa e a melhora duradoura da qualidade de vida.

O Dr. Lucas Marthe é Fisiatra com atuação clínica e prática no tratamento da dor na cidade de Sorocaba – SP. Atualmente, atende pacientes em consultório particular com hora marcada e integra o corpo clínico do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba, um dos maiores centros públicos de reabilitação do Estado de São Paulo.

Com formação médica sólida, o Dr. Lucas concluiu seis anos de graduação em Medicina e três anos de residência médica em Fisiatria, totalizando nove anos de preparo técnico e científico focado em reabilitação funcional, alívio da dor e melhoria da performance física. Durante sua especialização, passou por diversos ambulatórios de dor crônica e aguda, obtendo experiência prática em diagnósticos diferenciais complexos e na execução de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem.

Entre os diagnósticos frequentemente realizados pelo fisiatra estão dores agudas e crônicas, como: tendinites, bursites, artroses, calcificações de tendões, radiculopatias, síndromes miofasciais, dores neuropáticas, neuralgias, fibromialgia, dores pós-operatórias e dores sem causa aparente. O fisiatra também investiga alterações funcionais que limitam movimentos, reduzem autonomia e impactam a qualidade de vida.

A abordagem de tratamento adotada na fisiatria é abrangente, segura e individualizada, podendo incluir: exercícios terapêuticos, orientações posturais, bloqueios analgésicos guiados por ultrassom, mesoterapia, infiltrações articulares, reabilitação funcional, tecnologias assistivas e equipe multiprofissional. Muitas vezes, o tratamento vai além da fase aguda da dor, com acompanhamento contínuo e estratégias de prevenção de recidiva.

image 5 Espondilólise,Espondilolistese

O Dr. Lucas também atua com foco em Prevenção, ou seja, identifica precocemente padrões de movimento disfuncionais, desequilíbrios musculares, sobrecargas articulares e outros fatores que, se não corrigidos, podem evoluir para quadros dolorosos ou incapacidades. Essa abordagem preventiva é essencial para idosos, atletas, trabalhadores manuais e qualquer pessoa que deseje manter sua função física com qualidade e segurança.

Sempre atento aos avanços na Medicina da Dor e Reabilitação, o Dr. Lucas mantém uma rotina de atualização científica constante, participando de cursos práticos, congressos e estudos clínicos. Está alinhado com o que há de mais atual em ultrassonografia musculoesquelética, intervenções guiadas por imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidência científica.

Durante a consulta, o paciente é avaliado de forma global e humanizada, levando em conta aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais. Um dos grandes diferenciais do atendimento é a disponibilidade de ultrassonografia no próprio consultório, permitindo maior precisão diagnóstica e mais segurança nos procedimentos realizados.

Se você convive com dor, sente limitações físicas ou busca uma abordagem moderna e centrada no paciente, agende sua consulta com o Dr. Lucas Marthe. O cuidado com a dor pode ser conduzido com ciência, empatia e planos personalizados, sempre com foco em melhorar sua qualidade de vida.

image Espondilólise,Espondilolistese

O que é espondilólise lombar?

A espondilólise é uma fratura ou defeito na parte da vértebra chamada “pars interarticularis” – uma pequena ponte óssea que conecta as articulações superiores e inferiores de cada vértebra. Em termos simples, é uma “quebra” em uma parte específica do osso da coluna.

image 1 Espondilólise,Espondilolistese

image 3 Espondilólise,Espondilolistese

image Espondilólise,Espondilolistese

Esta condição afeta principalmente a região lombar da coluna, especialmente a quinta vértebra lombar (L5), que suporta grande parte do peso corporal.

A espondilólise pode ser:

– Unilateral: quando afeta apenas um lado da vértebra

– Bilateral: quando afeta os dois lados (mais comum)

O que é espondilolistese lombar?

Quando a espondilólise ocorre em ambos os lados da vértebra (bilateral), pode levar à espondilolistese. Esta condição acontece quando uma vértebra desliza, ou seja, escorrega para frente sobre a vértebra abaixo dela.

Imagine a coluna como uma pilha de blocos perfeitamente alinhados. Na espondilolistese, um desses blocos desliza para frente, saindo do alinhamento com os demais.

O grau de deslizamento é classificado em uma escala de I a V:

– Grau I: deslizamento de 0% a 25%

– Grau II: deslizamento de 25% a 50%

– Grau III: deslizamento de 50% a 75%

– Grau IV: deslizamento de 75% a 100%

– Grau V: deslizamento completo (a vértebra cai completamente da vértebra abaixo)

A maioria dos casos (cerca de 80%) é classificada como grau I ou II, com deslizamento menor que 50%.

image 2 Espondilólise,Espondilolistese

Quais são as causas e quais pessoas tem maior risco de desenvolver espondilólise lombar?

Certos grupos têm maior probabilidade de desenvolver espondilólise e por consequência, espondilolistese:

Atletas de esportes específicos

Esportes que exigem hiperextensão e rotação da coluna aumentam significativamente o risco, como:

– Ginástica

– Futebol americano

– Levantamento de peso

– Mergulho

– Luta livre

– Críquete

– Vôlei

Um estudo mostrou que atletas jovens que praticam esportes intensos têm incidência de espondilólise de 21%, comparado a 4-6% na população geral.

Fatores genéticos

Existe uma predisposição genética, com proporção aproximada de 2:1 entre homens e mulheres.

Quem tem lordose lombar aumentada, ou seja, a curvatura da coluna lombar acima dos glúteos , mais acentuada, também tem maior risco.

Pessoas com parentes de primeiro grau como pais, irmãos, tem maior chance de ter espondilólise.

Pessoas com Síndrome de Marfan, espinha bífida oculta, osteogênese imperfeita, tem maior chance de desenvolver

Idade

  • Em crianças: raramente encontrada em recém-nascidos
  • Adolescentes: período de maior risco para desenvolvimento da espondilólise
  • Adultos: a espondilolistese degenerativa aumenta com a idade

Em resumo, a espondilólise ocorre devido a traumas repetitivos em um esqueleto da coluna ainda em formação óssea, ou seja, até cerca de 21 anos, que é quando os ossos humanos terminam de maturar. Fatores genéticos podem tornar essas pessoas mais propensas a desenvolver espondilólise.

 

Quais são as causas de espondilolistese lombar e quem tem mais risco de desenvolvê-la?

Existem cinco tipos principais de espondilolistese, classificados de acordo com a causa:

1. Espondilolistese Ístmica

A mais comum, especialmente em adolescentes e adultos jovens. Resulta de uma fratura na pars interarticularis, geralmente causada por:

– Estresse repetitivo na coluna (comum em atletas)

– Trauma direto

– Predisposição genética

Ou seja, geralmente ocorre naquelas pessoas que tem uma espondilólise bilateral.

Atenção: Espondilólise unilateral não evolui para espondilolistese

2. Espondilolistese Degenerativa

Segunda causa mais comum, afetando principalmente adultos acima de 50 anos. Ocorre devido ao desgaste natural das articulações das facetas lombares e discos intervertebrais com o envelhecimento.

3. Espondilolistese Congênita

Presente desde o nascimento devido a uma formação anormal das articulações facetárias, que não conseguem impedir o deslizamento vertebral.

4. Espondilolistese Traumática

Causada por lesões graves, como acidentes de carro ou quedas, que fraturam outras partes da vértebra além da pars interarticularis.

5. Espondilolistese Patológica

Resultado de doenças que enfraquecem os ossos, como tumores, infecções ou certas condições metabólicas como osteoporose.

O que a pessoa que tem espondilólise ou espondilolistese lombar podem sentir ?

Os sintomas variam muito entre as pessoas. Alguns indivíduos com espondilólise ou espondilolistese não apresentam nenhuma queixa, enquanto outros podem ter dor incapacitante, ou seja, muito forte , que atrapalha seu dia a dia.

Sintomas comuns incluem:

Dor lombar

  • Dor na parte baixa das costas que piora com atividade física
  • Dor que aumenta ao ficar em pé ou caminhar por longos períodos
  • Alívio da dor ao sentar-se ou inclinar-se para frente

Rigidez

  • Rigidez na região lombar
  • Dificuldade para se curvar para frente ou para trás

Sintomas neurológicos (em casos mais graves)

  • Dor que irradia para as nádegas e parte posterior das coxas
  • Formigamento ou dormência nas pernas
  • Fraqueza muscular nas pernas
  • Dificuldade para caminhar

Postura alterada

  • Curvatura exagerada na região lombar
  • Abdômen protuberante
  • Marcha anormal com passos curtos

Em crianças e adolescentes, a dor lombar que não passa pode ser um sinal de alerta para espondilólise. Já em adultos, é mais difícil atribuir a dor especificamente a essa condição, pois existem muitas outras causas possíveis de dor lombar.

É interessante notar que pessoas com espondilólise relataram sentir menos dor ao ficar em pé e sentadas do que aquelas com dor lombar inespecífica.

Como saber se tenho espondilólise ou espondilolistese lombar?

O diagnóstico da espondilólise e espondilolistese envolve:

Avaliação clínica

  • História detalhada dos sintomas
  • Exame físico completo
  • Testes específicos para avaliar a mobilidade da coluna e possíveis déficits neurológicos

Exames de imagem

Radiografias

Tradicionalmente, são o primeiro exame solicitado e podem mostrar:

– Deslizamento vertebral (nas radiografias laterais)

– Defeitos na pars interarticularis (melhor visualizados nas radiografias oblíquas)

– Imagem clássica da espondilólise nas radiografias oblíquas

Tomografia Computadorizada (TC)

  • Melhor para visualizar defeitos ósseos
  • Pode mostrar fraturas recentes ou antigas
  • Útil para avaliar a anatomia óssea detalhada

Ressonância Magnética (RM)

  • Excelente para visualizar tecidos moles, incluindo discos, ligamentos e raízes nervosas
  • Pode identificar edema ósseo que representa reação de estresse na pars interarticularis
  • Ajuda a detectar compressão nervosa

SPECT (Tomografia por Emissão de Fóton Único)

  • Mais sensível para detectar fraturas recentes
  • Útil quando outros exames são inconclusivos
  • Pode identificar reações de estresse antes que fraturas completas ocorram

O diagnóstico correto é fundamental, pois muitas outras condições podem causar sintomas semelhantes, como hérnia de disco, dor lombar degenerativa, estenose espinhal ou síndrome facetária.

Qual é o tratamento de espondilólise e espondilolistese lombar?

O tratamento varia de acordo com a gravidade dos sintomas, o grau de deslizamento e a idade do paciente. Na maioria dos casos, o tratamento conservador (não cirúrgico) é suficiente.

Tratamento conservador

Modificação de atividades

  • Repouso relativo (evitar atividades que pioram a dor)
  • Redução temporária de atividades esportivas
  • Evitar hiperextensão da coluna

Medicamentos

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para controle da dor
  • Relaxantes musculares em casos selecionados
  • Analgésicos quando necessário

Fisioterapia

  • Exercícios de fortalecimento do core (abdômen e costas)
  • Alongamento dos músculos isquiotibiais
  • Exercícios de estabilização lombar
  • Correção postural

Órteses

  • Em alguns casos, especialmente em adolescentes, pode ser recomendado o uso de órtese tóraco-lombo-sacral por 3 a 6 meses
  • No entanto, estudos mostram que o uso de órtese tem eficácia limitada na cura da fratura da espondilólise

Tratamento cirúrgico

A cirurgia é raramente indicada e geralmente reservada para:

  • Pacientes com piora do acometimento neurológico : presença de alteração da sensibilidade em glúteos e virilha, alteração no controle urinário e intestinal
  • Dor incapacitante que não responde ao tratamento conservador por pelo menos 6 meses de maneira orientada e bem feita
  • Deslizamento vertebral progressivo
  • Espondilolistese de alto grau , ou seja, a partir de grau 3, com sintomas significativos

Os procedimentos cirúrgicos mais comuns incluem:

– Descompressão (para aliviar a pressão sobre os nervos)

– Fusão espinhal (para estabilizar as vértebras e prevenir mais deslizamento)

A decisão de realizar cirurgia deve considerar vários fatores, incluindo idade, condição geral de saúde e expectativas do paciente. Os resultados cirúrgicos são geralmente favoráveis quando os candidatos são bem selecionados.

Qual é a perspectiva de recuperação, ou seja, prognóstico?

O prognóstico para espondilólise e espondilolistese é geralmente muito bom:

  • Cerca de 90% das crianças e adolescentes com espondilólise retornam às atividades normais após tratamento conservador
  • Os defeitos unilaterais da espondilólise têm maior probabilidade de cura do que os bilaterais
  • A maioria dos adultos com espondilolistese de baixo grau (I e II) responde bem ao tratamento conservador

As pessoas que tem espondilólise mas não sentem nada, não necessitam de tratamento específico ou restrições nas atividades cotidianas /esportivas.

No entanto, podem ocorrer sintomas recorrentes em quase metade dos pacientes, e alguns precisarão de tratamentos adicionais ao longo do tempo.

Em crianças e adolescentes com espondilólise, a adesão ao tratamento e o tipo de tratamento são fatores importantes para os resultados de longo prazo.

Como prevenir problemas futuros?

Se você foi diagnosticado com espondilólise ou espondilolistese, ou tem fatores de risco para essas condições, algumas medidas podem ajudar a prevenir complicações:

Manutenção da força muscular

  • Exercícios regulares para fortalecer os músculos abdominais e das costas
  • Foco na estabilidade do core

Técnicas corretas em esportes

  • Aprender a mecânica corporal adequada para seu esporte
  • Evitar hiperextensão excessiva da coluna

Controle de peso

  • Manter um peso saudável reduz a pressão sobre a coluna lombar

Postura adequada

  • Atenção à postura ao sentar, ficar em pé e levantar objetos
  • Uso de suporte lombar quando necessário
  • Técnicas de movimentação, como rolamento em bloco para levantar da cama
  • Uso de apoios posturais, como rolo na coluna lombar ao sentar, travesseiro sob os joelhos quando deitado de costas na cama, entre os joelhos ao deitar-se de lado, reduzindo estrese na vértebra acometida

Acompanhamento médico regular

  • Monitoramento periódico para casos de espondilolistese para verificar se há progressão do deslizamento

Perguntas frequentes sobre espondilólise e espondilolistese lombar

A espondilólise sempre leva à espondilolistese?

Não. Quando ela é unilateral, não ocorre. Embora a espondilólise bilateral possa levar à espondilolistese, muitas pessoas com espondilólise nunca desenvolvem deslizamento vertebral significativo.

A espondilolistese sempre piora com o tempo?

Não necessariamente. A progressão da espondilolistese ocorre principalmente durante a adolescência e início da idade adulta. Na maioria dos adultos, a condição permanece estável.

Mas nada impede da causa ser degenerativa em idades mais avançadas, podendo então piorar em indivíduos mais velhos.

Preciso de cirurgia se tenho espondilolistese?

A grande maioria dos pacientes com espondilolistese não precisa de cirurgia, especialmente se for grau menor que 3. O tratamento conservador é eficaz em cerca de 80-90% dos casos.

Posso ter filhos normalmente se tenho espondilolistese?

Sim, na maioria dos casos. Mulheres com espondilolistese de baixo grau geralmente podem ter partos normais sem complicações. Casos mais graves devem ser discutidos individualmente com o obstetra.

Conclusão

A espondilólise e a espondilolistese são condições relativamente comuns que afetam a coluna lombar. Embora possam causar dor significativa e limitações funcionais em alguns casos, a maioria das pessoas responde bem ao tratamento conservador e consegue manter uma boa qualidade de vida.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir a progressão e complicações. Se você apresenta dor lombar persistente, especialmente se piora com atividades físicas ou ao ficar em pé por longos períodos, consulte um médico especializado para uma avaliação completa.

Lembre-se: cada caso é único e requer uma abordagem individualizada. Com o tratamento correto, a maioria das pessoas com espondilólise e espondilolistese pode levar uma vida ativa e sem dor.


Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Cada caso é único e requer avaliação individualizada por um profissional de saúde qualificado.

Links úteis

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/espondilolistese

https://www.hospitalaleman.org.br/saude/espondilolise-e-espondilolistese

https://www.hcor.com.br/sobre-saude/espondilolistese

https://www.abril.com.br/saude/espondilolistese-entenda-a-condicao-que-afeta-a-coluna

https://ortopedistadoquadril.com.br/espondilolise-e-espondilolistese

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