Introdução: A Dor no Ombro que Pode te Surpreender
Você já sentiu uma dor chata no ombro, especialmente ao levantar o braço ou carregar algo? Muitas vezes, pensamos logo em problemas mais conhecidos, como tendinite ou bursite. Mas existe uma parte do ombro que, quando machucada, pode causar bastante incômodo e passar despercebida: a articulação acromioclavicular, ou simplesmente AC.
Essa articulação é pequena, mas muito importante. Ela fica bem na parte de cima do ombro, onde a clavícula (o osso que vai do pescoço ao ombro) encontra uma parte da escápula (o osso da omoplata) chamada acrômio. Pense nela como uma dobradiça que permite que seu braço se mova em várias direções.
As lesões nessa articulação são mais comuns do que se imagina, especialmente em pessoas que praticam esportes ou que sofreram algum tipo de queda ou impacto. Elas podem variar de um simples estiramento dos ligamentos (os “elásticos” que seguram os ossos juntos) até um rompimento completo, onde os ossos se separam.
Neste artigo, vamos desvendar tudo sobre as lesões acromioclaviculares de forma simples e clara. Você vai entender o que é essa articulação, como ela funciona, o que pode causar uma lesão, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e, o mais importante, quais são as opções de tratamento para que você possa voltar a usar seu ombro sem dor e com total liberdade.

Qual médico responsável pelo tratamento de lesão na articulação acromioclavicular ?
O médico especializado em diagnosticar e tratar dores musculares, articulares, nervosas e funcionais , incluindo a Lesão na articulação acromioclavicular (e seus tratamentos não cirúrgicos) , é o Fisiatra, também conhecido como especialista em Medicina Física e Reabilitação.
Este profissional atua de forma ampla, buscando não apenas o alívio imediato da dor, mas também a recuperação funcional completa e a melhora duradoura da qualidade de vida.
O Dr. Lucas Marthe é Fisiatra com atuação clínica , experiência e prática no tratamento da dor na cidade de Sorocaba – SP.
Atualmente, atende pacientes em consultório particular com hora marcada e integra o corpo clínico do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba, um dos maiores centros públicos de reabilitação do Estado de São Paulo e do Brasil.
Com formação médica sólida, o Dr. Lucas concluiu :
- 6 anos de graduação em Medicina
- 3 anos de Residência Médica em Fisiatria
Ao todo são 9 anos de preparação técnica, científica e prática para te atender da melhor forma e garantir o alívio da sua dor, melhora do movimento e qualidade de vida!
Sempre atento aos avanços na Medicina da Dor e Reabilitação, o Dr. Lucas mantém uma rotina de atualização científica constante, participando de cursos práticos, congressos e estudos clínicos.
Ele está alinhado com o que há de mais atual em ultrassonografia musculoesquelética, intervenções guiadas por imagem e estratégias terapêuticas baseadas em evidência científica.
Durante sua especialização, passou por diversos ambulatórios de dor crônica e aguda, obtendo experiência prática em diagnósticos diferenciais complexos e na execução de procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem.
Entre os diagnósticos frequentemente realizados pelo fisiatra estão dores agudas e crônicas, como: tendinites, bursites, artroses, calcificações de tendões, radiculopatias, síndromes miofasciais, dores neuropáticas, neuralgias, fibromialgia, dores pós-operatórias e dores sem causa aparente.
O fisiatra também investiga alterações funcionais que limitam movimentos, reduzem autonomia e impactam a qualidade de vida.
A abordagem de tratamento adotada na fisiatria é abrangente, segura e individualizada, podendo incluir: exercícios terapêuticos, orientações posturais, bloqueios analgésicos guiados por ultrassom, mesoterapia, infiltrações articulares, reabilitação funcional, tecnologias assistivas e equipe multiprofissional.
Muitas vezes, o tratamento vai além da fase aguda da dor, com acompanhamento contínuo e estratégias de prevenção de recidiva.

O Dr. Lucas também atua com foco em Prevenção.
Ele identifica precocemente padrões de movimento disfuncionais, desequilíbrios musculares, sobrecargas articulares e outros fatores que, se não corrigidos, podem evoluir para quadros dolorosos ou incapacidades.
Essa abordagem preventiva é essencial para idosos, atletas, trabalhadores manuais, ou mesmo que passam boa parte do dia sentados e qualquer pessoa que deseje manter sua função física com qualidade e segurança.
Durante a consulta, você será avaliado de forma global e humanizada, levando em conta aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais.
Um dos grandes diferenciais do atendimento é a disponibilidade de ultrassonografia no próprio consultório, permitindo maior precisão diagnóstica e mais segurança nos procedimentos realizados.
Se você convive com dor, sente limitações físicas ou busca uma abordagem moderna e centrada no paciente, agende sua consulta com o Dr. Lucas Marthe.
O cuidado com a dor pode ser conduzido com ciência, empatia e planos personalizados, sempre com foco em melhorar sua qualidade de vida.


Onde Fica e Como Funciona? Conhecendo a Articulação AC
Para entender uma lesão, primeiro precisamos conhecer a estrutura que foi afetada. A articulação acromioclavicular (AC) é uma junção entre dois ossos importantes do seu ombro:
• Clavícula: É aquele osso comprido e fino que você sente na parte da frente do seu ombro, logo abaixo do pescoço. Ela se estende do seu esterno (o osso do meio do peito) até o ombro.
• Acrômio: É uma parte da escápula (a omoplata, aquele osso triangular nas suas costas). O acrômio forma a ponta mais alta do seu ombro. Esses dois ossos se encontram na articulação AC, que é envolvida por uma espécie de “bolsa” fibrosa e é mantida firme por ligamentos. Pense nos ligamentos como fitas resistentes que conectam os ossos, dando estabilidade à articulação. Existem dois grupos principais de ligamentos que estabilizam a articulação AC:
• Ligamentos AC: São ligamentos menores que cruzam a própria articulação, ligando diretamente a clavícula ao acrômio.
• Ligamentos Coracoclaviculares (chamado de CC, são ligamentos que ligam o osso coracoide até a clavícula): São ligamentos mais fortes e importantes. Eles se dividem em dois: o ligamento trapezoide e o ligamento conoide. Ambos saem de uma parte da escápula chamada processo coracoide (que fica um pouco abaixo do acrômio) e se prendem na clavícula. Esses ligamentos são cruciais para manter a clavícula no lugar certo em relação à escápula.
É importante saber que o ligamento coracoacromial (que fica mais para o lado do ombro) não se rompe nas lesões da articulação AC. Isso significa que, mesmo com uma lesão na AC, ainda existe uma conexão entre as estruturas da escápula. Em casos muito raros, além da lesão nos ligamentos, pode haver uma fratura (quebra) na ponta da clavícula que se conecta à articulação AC. Mas isso é menos comum.
O Que Causa uma Lesão na Articulação acromioclavicular ? Entendendo os Traumas
As lesões na articulação AC geralmente acontecem por causa de traumas, ou seja, algum tipo de impacto ou força que atinge o ombro. Elas também podem estar ligadas a atividades que exigem muito do ombro, como arremessos ou levantamento de peso.
Tipos de Traumas Comuns:
• Quedas: Cair diretamente sobre o ombro é uma das causas mais frequentes. Isso pode acontecer em esportes, em casa ou em acidentes.
• Acidentes Automobilísticos: O impacto de um acidente pode forçar o ombro de forma brusca, causando a lesão.
• Lesões Esportivas: São muito comuns, especialmente em esportes de contato, como futebol, basquete, lutas, ou em esportes onde há risco de queda, como ciclismo ou esqui. Em esportes de contato, as lesões geralmente ocorrem quando um jogador colide com outro.
Quem tem mais chance de ter lesão na articulação acromioclavicular?
• Homens: Em esportes individuais e de contato (como futebol americano, basquete, lutas), os homens têm quase cinco vezes mais chances de sofrer lesões na articulação AC. Eles também são mais propensos a ter lesões recorrentes (que voltam a acontecer).
• Idade: As lesões acromioclaviculares tendem a ser mais comuns com o avanço da idade. Por exemplo, 86% das pessoas com mais de 50 anos que tiveram lesões no manguito rotador (outro grupo de músculos do ombro) também apresentaram lesões na articulação AC.
A Gravidade da Lesão na articulação acromioclavicular : Classificação
As lesões na articulação AC são classificadas em graus, dependendo da gravidade do dano aos ligamentos. Essa classificação ajuda o médico a decidir qual o melhor tratamento.
Existem vários graus, mas os mais comuns são:
• Grau I: É a lesão mais leve. Os ligamentos estão estirados, mas não rompidos. A articulação ainda está estável.
• Grau II: Há um rompimento parcial dos ligamentos AC, mas os ligamentos CC (coracoclaviculares, ou seja, que ligam o osso coracoide com a clavícula) ainda estão intactos ou apenas estirados. Pode haver uma pequena elevação da clavícula.
• Grau III: Os ligamentos AC e CC estão completamente rompidos. A clavícula se eleva de forma mais visível, criando uma deformidade no ombro (às vezes chamada de “tecla de piano”).
• Graus IV, V e VI: São lesões mais graves e raras, com deslocamento significativo da clavícula e danos a outras estruturas. É importante saber que a maioria das lesões de Grau I ou II melhora com tratamentos simples e sem cirurgia, e a pessoa geralmente fica sem dor em cerca de 3 semanas. Já as lesões de Grau III podem ter um tratamento mais controverso, e os graus mais altos (IV, V e VI) geralmente precisam de cirurgia.
O que eu sinto se tiver uma lesão na articulação acromioclavicular ?
Se você sofreu uma lesão na articulação AC, os sintomas mais comuns são dor e desconforto na região do ombro. Geralmente, a pessoa se lembra de ter sofrido um trauma recente no ombro ou perto da articulação AC.
Onde a Dor Aparece?
• Dor Localizada: A dor costuma ser na parte da frente e de cima do ombro, bem onde fica a articulação AC.
• Dor Irradiada, ou seja, que corre para outro lugar: Essa dor pode se espalhar para outras áreas, como:
• A base do pescoço.
• Os músculos trapézio (aqueles que vão do pescoço ao ombro) ou deltoide (o músculo que dá o formato arredondado ao ombro).
• Pode até descer pelo braço, como se fosse uma dor que segue um nervo.
Quando a Dor Piora?
A dor pode ser provocada ou piorar com certos movimentos e atividades do dia a dia:
• Movimentos que Cruzam o Peito: Atividades que fazem você cruzar o braço na frente do corpo, como tentar alcançar o bolso de dentro de um casaco ou coçar as costas.
• Movimentos para Trás das Costas: Colocar um casaco, abotoar uma camisa nas costas ou alcançar algo atrás de você.
• Levantar o Braço Acima da Cabeça: Fazer movimentos como pentear o cabelo, pegar algo em uma prateleira alta ou praticar esportes que exigem levantar o braço.
• Adução do Braço sobre o Peito: Trazer o braço para perto do corpo, cruzando-o sobre o peito. É importante notar que, em repouso, muitas pessoas com lesão na AC podem não sentir dor. Elas conseguem realizar várias atividades sem desconforto, mas a dor aparece quando fazem movimentos específicos que exigem da articulação.
Limitações no Dia a Dia: o que fica mais difícil de fazer quando tenho uma lesão na articulação acromioclavicular?
Uma lesão na articulação acromioclavicular pode limitar bastante suas atividades diárias, especialmente aquelas que envolvem o uso do braço e do ombro. A dor é o principal fator que impede ou dificulta certos movimentos.
Atividades que Podem Ficar Difíceis:
• Levantar o Braço: Movimentos de elevação do braço, seja para cima ou para os lados, podem ser dolorosos e limitados.
• Estender a Mão ao Longo do Corpo: Alcançar objetos que estão mais distantes ou em posições que exigem esticar o braço.
• Carregar Pesos Pesados: A dor pode ser intensa ao tentar carregar sacolas de compras, mochilas ou qualquer objeto que exija força do ombro.
• Atividades Recreativas: Muitos esportes e hobbies que envolvem movimentos de elevação do braço (como natação, tênis, vôlei, ou até mesmo levantar pesos na academia) podem ser muito limitados ou impossíveis de realizar devido à dor.
O Que Você Ainda Consegue Fazer?
É comum que, mesmo com a lesão, as pessoas consigam realizar algumas atividades sem muita dor, especialmente aquelas que não exigem grandes movimentos do ombro ou levantamento de peso. Por exemplo, você pode ser capaz de:
• Segurar uma criança (se não for por muito tempo ou em posições que forcem o ombro).
• Folhear arquivos.
• Carregar uma sacola de supermercado. No entanto, a dor pode afetar o ombro de forma geral, especialmente ao redor da área lesionada, mesmo em atividades mais leves. O importante é prestar atenção aos sinais do seu corpo e evitar movimentos que causem dor para não agravar a lesão.
Como saber se tenho lesão na articulação acromioclavicular?
Para confirmar uma lesão na articulação acromioclavicular e entender sua gravidade, o médico vai pedir alguns exames. Como essa é uma lesão que geralmente acontece por um trauma (um impacto ou queda), as radiografias (raio-X) são muito importantes na maioria dos casos.
Radiografias (Raio-X):
As radiografias são essenciais para:
• Descartar Fraturas: Verificar se não há nenhum osso quebrado no ombro, como a clavícula ou a escápula.
• Avaliar a Gravidade da Lesão: O raio-X pode mostrar se há um espaço maior entre a clavícula e o acrômio, o que indica um rompimento dos ligamentos e a gravidade da lesão.
Outros Exames que podem ajudar mas nem sempre são necessários
• Ultrassonografia: Pode ser usada para ajudar no diagnóstico e, principalmente, para guiar injeções na articulação AC, aumentando a precisão do procedimento.
• Ressonância Magnética (RM): É um exame mais detalhado que pode mostrar alterações inflamatórias ou degenerativas na articulação AC. A RM também é útil para descartar outras causas de dor no ombro que podem ter sintomas parecidos, como lesões nos músculos do manguito rotador ou no labrum (uma estrutura de cartilagem no ombro).
• Radiografia Dinâmica: Em alguns casos, pode ser usada para avaliar a estabilidade da articulação AC e o quanto ela se desloca durante o movimento. Lembre-se que a escolha dos exames depende da avaliação do seu médico, que levará em conta seus sintomas, o histórico do trauma e o que ele encontrar no exame físico.
Como Tratar as Lesões Acromioclaviculares? O Caminho para a Recuperação
O tratamento das lesões na articulação acromioclavicular varia bastante, dependendo da gravidade da lesão (o grau), do seu nível de atividade e dos seus objetivos de recuperação. O mais importante é que o tratamento seja individualizado para cada paciente.
Tratamento Inicial: O Que Fazer Logo no Começo
Para a maioria das lesões (Grau I, Grau II e alguns casos de Grau III), o tratamento inicial é não cirúrgico. Isso significa que não é preciso fazer uma cirurgia. As medidas incluem:
• Repouso: Dar um tempo para o ombro se recuperar, evitando atividades que causem dor.
• Crioterapia (Gelo): Aplicar gelo na área dolorida por 5 a 10 minutos a cada 2 horas, ou usar uma bolsa de gelo por 20 minutos a cada 2 horas. O gelo ajuda a diminuir a dor e o inchaço.
• Medicamentos: O médico pode prescrever analgésicos (para dor) e anti inflamatórios (para diminuir a inflamação). No início, doses mais altas de anti-inflamatórios podem ser usadas para controlar a dor e a inflamação. É importante usar esses medicamentos sob orientação médica.
• Uso de Tipoia: Uma tipoia pode ser usada por 1 a 6 semanas (em média, 2 a 3 semanas) para imobilizar o braço e proteger a articulação, dando tempo para ela cicatrizar.
Injeções: Injeções na articulação com medicamentos (como corticoides) geralmente são evitadas no início, enquanto a dor aguda ainda está presente ou se o braço estiver imobilizado. Elas podem ser consideradas mais tarde, se houver dor persistente.
Tratamento para Lesões Mais Graves (e as Controvérsias)
• Lesões Grau I e II: Quase sempre são tratadas sem cirurgia, com as medidas que descrevemos acima. A maioria dos pacientes se recupera bem e fica sem dor em cerca de 3 semanas.
• Lesões Grau IV, V e VI: Geralmente, essas lesões mais graves precisam de cirurgia para realinhar os ossos e reparar os ligamentos.
• Lesões Grau III: O tratamento para lesões de Grau III é um pouco controverso. Alguns médicos preferem a cirurgia, enquanto outros optam pelo tratamento não cirúrgico. A maioria dos estudos e especialistas tende a favorecer o tratamento não cirúrgico, mesmo em atletas de alto nível. Isso porque, muitas vezes, o tratamento sem cirurgia tem resultados satisfatórios a longo prazo, sem diferença significativa na limitação de movimento ou dor em comparação com a cirurgia. Além disso, a cirurgia pode ter mais complicações.
Quando a Cirurgia é Considerada para o Grau III?
A cirurgia pode ser uma opção para pacientes com lesão de Grau III que continuam sentindo muita dor e limitação mesmo após um tratamento conservador adequado (sem cirurgia).
Procedimentos Específicos: Infiltração da Articulação AC
A infiltração (injeção) na articulação AC pode ser usada tanto para ajudar no diagnóstico quanto para tratar a dor. Se a dor diminuir significativamente após a injeção de um anestésico local, isso sugere que a dor realmente vem da articulação AC.
• Como é Feita: A injeção é geralmente aplicada com o paciente sentado. O médico usa uma agulha fina e insere-a na parte de cima da articulação AC. O procedimento é feito em condições estéreis (para evitar infecções) e pode incluir um anestésico local (como lidocaína) com ou sem um corticoide (para diminuir a inflamação). Outras substâncias podem ser usadas, a depender do contexto e avaliação do seu médico Fisiatra.
Reabilitação: O Caminho de Volta à Atividade
A reabilitação é uma parte crucial do tratamento e começa cedo. O objetivo é recuperar a força e a mobilidade do ombro de forma gradual e segura. A progressão da reabilitação depende do tipo de lesão e da dor do paciente.
Fase 1 (0 a 2 semanas):
• Foco no controle da dor e do inchaço (com gelo e medicamentos).
• Uso da tipoia para imobilização.
• Movimentos passivos limitados do ombro (o fisioterapeuta move seu braço, mas você não faz força), evitando levantar o braço acima de 90 graus.
Fase 2 (2 a 6 semanas):
• Parar de usar a tipoia (quando o médico indicar).
• Começar a fazer movimentos ativos assistidos (você ajuda o fisioterapeuta a mover o braço) e ativos (você move o braço sozinho).
• Introdução de exercícios de fortalecimento isométrico (onde você contrai o músculo sem mover a articulação).
Fase 3 (6 a 12 semanas):
• Fortalecimento isotônico (com movimento e peso, como elásticos ou pesos leves).
• Foco no fortalecimento dos músculos da escápula e do manguito rotador (outros músculos importantes do ombro).
• Introdução gradual de exercícios funcionais, que simulam atividades do dia a dia.
Fase 4 (Mais de 12 semanas):
• Retorno gradual às atividades normais e esportes, se necessário.
• Treinamento específico para o esporte, se você for um atleta.
Tecnologia no Diagnóstico e Tratamento
A tecnologia tem um papel importante para ajudar no diagnóstico e em alguns procedimentos:
• Ultrassonografia: Além de ajudar no diagnóstico, o ultrassom pode ser usado para guiar a agulha durante as injeções na articulação AC, tornando o procedimento mais preciso.
• Ressonância Magnética (RM): Como já mencionamos, a RM oferece imagens detalhadas que podem mostrar inflamações ou desgaste na articulação AC, e também ajuda a descartar outras causas de dor no ombro.
• Radiografia Dinâmica: Pode ser usada para ver como a articulação AC se comporta durante o movimento e se há instabilidade.
Cirurgia: Quando é a Melhor Opção?
A cirurgia é geralmente reservada para os casos mais graves de lesão na articulação AC, ou quando o tratamento conservador não funciona. As indicações absolutas para cirurgia são as lesões de Grau IV, V e VI.
Possíveis Complicações: O Que Pode Acontecer se não tratar?
Mesmo com o tratamento adequado, algumas complicações podem surgir após uma lesão na articulação acromioclavicular. É importante estar ciente delas:
• Instabilidade Persistente: A articulação pode continuar instável, mesmo após o tratamento, o que pode causar dor e desconforto.
• Osteoartrite Acromioclavicular: Com o tempo, a lesão pode levar ao desenvolvimento de desgaste na articulação (artrose), causando dor crônica.
• Dor Crônica no Ombro: A dor pode persistir por um longo período, afetando a qualidade de vida do paciente.
• Limitação Funcional: A capacidade de mover o ombro e realizar atividades pode ficar limitada de forma permanente.
• Alterações Cosméticas: Em alguns casos, especialmente nas lesões de Grau III e mais graves, pode haver uma deformidade visível no ombro, como a “tecla de piano”, onde a clavícula fica mais elevada. É fundamental seguir as orientações do seu médico e fisioterapeuta durante todo o processo de recuperação para minimizar o risco dessas complicações.
Conclusão: Recupere a Saúde do Seu Ombro
As lesões acromioclaviculares são uma causa comum de dor no ombro, mas muitas vezes são mal compreendidas. No entanto, com o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado, é possível aliviar a dor, recuperar a função do ombro e voltar às suas atividades diárias com confiança. Lembre-se que cada caso é único. Se você suspeita que tem uma lesão na articulação AC, procure um médico especialista. Ele poderá fazer o diagnóstico preciso e indicar o melhor caminho para sua recuperação, seja com tratamento conservador ou, em casos mais graves, com cirurgia. Com o cuidado certo, você pode dizer adeus à dor no ombro e desfrutar de uma vida ativa e sem limitações.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Cada caso é único e requer avaliação individualizada por um profissional de saúde qualificado.
Links úteis:
https://www.einstein.br/doencas/lesao-da-articulacao-acromioclavicular
https://sbot.org.br/portal/sbot/lesoes-do-ombro-em-atletas
https://orthoinfo.aaos.org/en/diseases–conditions/acromioclavicular-joint-injuries
https://www.mayoclinic.org/symptoms/shoulder-pain/basics/causes/sym-20050696